Mengão perde vaga de gringo em 2027: limite cai para 8 e vai a 5 em 2030
CBF e clubes aprovaram em 21 de setembro o corte gradual de estrangeiros por jogo no Brasileirão. O Flamengo votou contra e tinha dez no elenco.
O Flamengo vai ter de mexer no planejamento. A partir de 2027, cada time poderá relacionar no máximo oito estrangeiros por jogo do Brasileirão, e não mais nove.
Depois disso, o teto cai uma vaga por ano: sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030.
A CBF e os clubes das Séries A e B aprovaram a mudança na segunda-feira, 21 de setembro. O Mengão foi um dos três votos contrários, ao lado de Bahia e Londrina.
O aperto já começou
O limite vale para a súmula de cada partida. O clube pode manter mais estrangeiros no elenco, mas precisa escolher quem fica de fora.
Segundo levantamento do Lance!, publicado em 23 de setembro, o Flamengo tinha dez estrangeiros, um a mais que o teto atual. Ou seja, sempre sobra alguém fora da lista.
Os contratos mais curtos eram os de Rossi e Varela, até dezembro de 2027. Já Anthony Valencia e Joaquín Freitas, que chegaram em setembro de 2026, têm vínculo até dezembro de 2031.
Naturalização pode aliviar
Quem vira brasileiro deixa de ocupar vaga de estrangeiro. Só que o processo não é automático: exige documentos e análise do pedido. A regra geral pede quatro anos de residência no país. Com filho ou cônjuge brasileiro, o prazo cai para um ano.
Arrascaeta pediu a naturalização em 2023 e mora no Brasil há 11 anos. Pulgar e Varela atingiram o tempo mínimo em 2026, e Rossi também tem o processo em andamento.
Plata poderia pedir em setembro de 2028, antes de o contrato acabar. Carrascal chegaria lá em julho de 2029.
O caso de Saúl é diferente. Ele só fica elegível em 2029, e o contrato termina em dezembro de 2028. Pelo caminho padrão, a naturalização não ajudaria durante o vínculo atual.
Valencia e Freitas completam o prazo em setembro de 2030, justamente quando o teto chegar a cinco.
E o De la Cruz?
O uruguaio poderia pedir a naturalização em 2028, mas o futuro dele no clube é incerto. Ele perdeu espaço e chegou a ser alvo de uma tentativa de empréstimo ao Peñarol neste ano. Uma saída aliviaria a fila de estrangeiros sem depender de burocracia.
E agora?
O Flamengo terá de equilibrar renovações, mercado e naturalizações nos próximos anos. Quem traz um estrangeiro com contrato longo, como Valencia e Freitas, pode vê-lo ocupando vaga durante toda a queda do limite.
Fontes
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